Gustavo Rosa ( 1946 – 2013)

Estive com Gustavo Rosa algumas vezes.
Quando levei a querida Rita Biagi para encomendar um quadro dele, quando o encontrei no Salão Chapel Art Show com Livia Doblas, sua namorada na época e em algumas exposições onde apenas nos cumprimentávamos.

Este ano de 2013 estive com Gustavo Rosa em meados de março quando fui convidá-lo para participar do projeto dog.art. Foi a primeira vez, e infelizmente a última, que conversamos sozinhos por um bom tempo, ele falou sobre a luta contra a doença, da operação, de como andava cansado, que foi um sacrificio permanecer por horas na sua última exposição, que tinha planos, projetos futuros em andamento…

Ele aceitou participar do dog.art, disse o que planejava fazer. Sai do atelier feliz com a participação de um artista tão conhecido e com vontade de conhecer mais a pessoa com tanta personalidade e opinião que ele parecia ser.
Ele escolheu o cachorro vira-lata. Uma cachorrinha vira-lata vivia ali no atelier dando o ar de sua graça.

Alguns dias se passaram, vinte talvez e a secretária dele me ligou dizendo que ele não poderia mais fazer, fora internado e não tinha condiçōes.

E hoje, oito meses depois, final do dia, li a notícia de sua morte.
Fiquei triste. Muito triste. Sempre pensamos que poderia ter ficado um pouco mais…

Fiquei aqui pensando no fim.
Somos finitos. Os artistas não.
Eles deixam algo que supera a morte.
Gustavo Rosa deixou: sua arte, suas telas, seus livros, objetos.
Ele permanece.

Que descanse em paz e que Deus conforte os que ficaram.

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Exposição “Conexōes” Centro Cultural da Marinha em São Paulo

Meu destaque de hoje é para a artista plástica Inês Vitória, que vive e trabalha em Salvador.
Suas obras são coloridas, alegres, dinâmicas.
Quase autorretratos, mas que podem também ser o meu, o seu retrato.
Gatos acompanham, assim como barcos, espelhos, amores, flores, a lua e a cor azul, sempre recorrente em suas obras.

Em telas pequeninas ou maiores, com dimensōes de até 1,00 x1,00m, Inês Vitória expressa a sua própria linguagem artística e segue criando dentro de um tema com possibilidades infinitas.
Quando pequena a artista conversava com o espelho, criava suas estórias ali, hoje faz isto com tintas e pincéis em suas telas, podemos ser o que quisermos dentro delas.

A artista participou também de outro projeto do Sciacco Studio este ano, o dog.art.br.
Escolheu um dog alemão e utilizou a escultura como suporte para seu estilo inconfundível.

Esta semana participa juntamente com 14 artistas da Exposição Conexōes.
Uma mostra com linguagens que se conectam, obras que conversam entre si, que estabelecem um diálogo pela sequência, pela cor, pelo tema, pela imaginação.
Inês Vitória apresenta duas obras originais.
A exposição Conexōes vai até o dia 27 de outubro, domingo, no Centro Cultural da Marinha.
Av 9 de julho 4597
Horário: das 10h às 17h.
Vem conferir!

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Quando Beatriz Milhazes ainda não era a artista de milhōes de dólares…

…e quando Marcantonio Villaca ainda abordava galeristas para apresentar o trabalho dela.

Recebi por email um texto da Revista Piauí que conta sobre a primeira vez(segundo o texto) que o galerista Marcantonio Villaça da antiga galeria Camargo Villaça, apresenta a obra da artista visual Beatriz Milhazes para uma conceituada galerista de Nova York, uma das melhores do mundo, Barbara Gladstone. De uma maneira inusitada, original e bem atrevida dentro de um vôo. Achei interessante compartilhar por dois motivos:

Ler este texto é, de certa forma, um incentivo aos artistas, ninguém sabe aonde vamos chegar, o negócio é trabalhar com afinco, amor, dedicação e marketing!!
Lembrando que a galerista torceu o nariz e disse o seguinte para o desenho apresentado: “bullshit”

Nove anos depois, dia 15 de maio de 2008, a tela de Beatriz Milhazes “O Mágico” foi arrematada no leilão da Sotheby’s por 1,49 milhão de dólares, o maior valor já alcançado por uma obra de artista brasileiro vivo. Beatriz não viu a cor deste dinheiro, a tela não era mais dela, mas obviamente colheu os frutos da valorização.

Quem arrematou a obra foi o colecionador argentino Eduardo Costantini, o mesmo que, em 1995, comprou por 1,5 milhão de dólares Abaporu de Tarsila do Amaral, hoje em exposição permanente no Malba, o Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires.

O outro motivo, o mais importante pra mim, foi ler e imaginar como o marchand amava e acreditava com toda a sua energia no que fazia, como acreditava naqueles que representava. Esqueci neste momento o dinheiro que ele ganhou, não é isto o que me fascinou, embora seja importante também. Imaginei Marcantonio uma pessoa incrível, deve ter sido um privilégio para as pessoas que conviveram com ele.

Pensei muito nisto, como nós, seres humanos que somos, precisamos de pessoas, de pelo menos uma pessoa que acredite no talento, no potencial que temos.

O nascimento é solitário, a morte também, mas a vida não pode e não deveria ser.

Beijos aos meus queridos e boa semana!!

Leia o texto da Revista Piauí por Bruno Moreshi clicando aqui.

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Visitando as galerias do Chelsea com Claudia Calirman – parte I

O que não falta em New York é museu, galeria, studio e espaço alternativo para arte. Mesmo que você venha bastante, conheça bem a cidade, fica difícil escolher entre as inúmeras opções de galerias e exposições em cartaz. Existem prédios inteiros dedicados a elas!! Você encontra galerias pequenas, outras que parecem museus, galerias que representam artistas conhecidos internacionalmente e outras com artistas emergentes.

Pensando nisto e contando com a ajuda preciosa da doutora em arte, curadora e querida Claudia Calirman para esta seleção, fizemos um tour por cerca de 14 galerias com as mostras mais bacanas pra te mostrar o que está acontecendo no mês de outubro de 2013 pelo Chelsea.

Como são muitas galerias, fotos e artistas, vou dividir em mais de um post para facilitar a visualização e não cansar, assim podemos absorver melhor as informações.

O lugar marcado para começar o tour foi o Chelsea Market, antiga fábrica dos biscoitos Nabisco e agora um paraíso gourmet. Restaurantes bons e badalados, cafeterias, lojas e nos andares superiores studios de artistas.
Marcamos exatamente aqui, na Sarabeth’s Bakery

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Saímos em direção à 18th street e entramos na Hauser &Wirth, onde começamos com uma exposição de Brasil. “Sensitive Geometries Brazil. 1950s -1980s. As obras são de um período pós-guerra, onde os artistas experimentavam as possibilidades de expressão dentro de uma linguagem geométrica. Chamada de arte concreta, você pode ver os trabalhos apresentados na galeria clicando aqui.

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Lothar Charoux — Composição, 1964
Gouache on paper
50 x 70 cm / 19 5/8 x 27 1/2 in

Na mesma galeria vimos a exposição “Something Ancient, Someting New, Something Blue” do artista Mattew Day Jackson. Um trabalho centrado em pesquisas arqueológicas, no pós guerra, no antigo, no novo, em esqueletos, morbidez, um discurso conceitual baseado nestas relaçōes.

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Alone in Relationship to the Absurd, 2013
Scorched wood, fiberglass insulation, tar paper, steel, wiring, plastic, bronze, Plexiglas, aluminium
127.1 x 121.9 x 121.9 cm
Clicando aqui você pode ver outras obras da exposição.

Seguindo pela 19th street, a segunda galeria David Zwirner
Aqui vimos a exposição de fotos, Hustlers series, desenvolvida cerca de 20 anos atrás, nas proximidades de Los Angeles, o artista Philip-Lorca Dicorcia contratou meninos de programa para que posassem pra ele, pagando o que eles cobravam pelo programa. Criou cenários para fotografar estes rapazes, com luz, fundo e tema para cada foto.
Nas informações sobre cada foto aparece também o valor pago pelo”programa”

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Tim, 27 years old, Orange County, California, $30, 1990-1992
Chromogenic print, (78.1 x 109.5 cm)

A próxima galeria também na 20th street, a Ziehersmith pudemos ver a exposição “Observer Effect” de Mike Womack que apresentou 14 esculturas que tomaram corpo em 2011 quando o artista estava cuidando de sua mãe doente que lutava com a memória de curto e longo prazo. O artista fez sessōes de hipnose para resgatar lembranças e memórias e segundo ele seu desejo era, extrair memórias de infância na forma de desenhos e re-enterrar-los em um cofre de aluguel, mas decidiu lança-los na forma de concreto, como esculturas.

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Seguimos para a Bortolami Gallery, onde estava em cartaz “Interior Color Beauty” uma exposição de novas pinturas de Morgan Fisher em sua segunda exibição na galeria. São 25 pinturas onde o artista faz combinações de cores para o interior baseado no livro “Exterior and Interior Color Beauty” produzido em 1935 por General Houses, uma construtora de casas pré-fabricadas.
As cores foram escolhidas de acordo com o catálogo de quais seriam os melhores tons para a sala de estar, jantar, o hall e a cozinha. A organização do livro determinou a organização da exposição.
Os trabalhos foram desenvolvidos na mesma madeira das casas pré- fabricadas.
Muitos dos trabalhos de pintura e escultura do artista estabelecem relaçōes com a arquitetura, como os que pudemos ver nesta mostra.

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A seguinte galeria visitada, Pace Gallery, é bem conhecida e esteve presente no Brasil na sp-arte, feira de arte que acontece anualmente na cidade de São Paulo.
Robert Ryman estava com a exposição Recent Paintings.

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E fechando este primeiro post visitamos outro espaço da David Zwirner na mesma rua 20th street, apresentando obras do artista John MacCracken(1934-2011)

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Sciacco Studio na Affordable Art Fair New York 2013

O Sciacco Studio participa da Affordable Art Fair em Nova York.
Representando seis artistas, Dacha, Daniel Fontoura, Fernanda Meirelles, Jane Wickbold, Magie Hering e Zina Kossoy, com pinturas e fotografias, está numa “vibe” excelente, dois de seus artistas foram escolhidos e estão no site oficial da art fair com suas obras em destaque.
Daniel Fontoura com fotografia aqui e Magie Hering com pintura aqui
Vai até domingo dia 06 de outubro.
Se estiver em Nova York passa por lá!!

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As inspirações do projeto dog.art

Além do amor pelos animais e pela arte, foram muitas as inspirações do Sciacco Studio, para o dog.art, afinal o mundo esta cada vez mais customizado. Por onde andamos encontramos: objetos, animais, roupas, sapatos, tênis, tudo o que pudermos imaginar está sendo decorado de forma bem autoral.

E esta customização vem de longa data, nas nossas pesquisas o primeiro que temos notícias foram os leöes customizados na cidade de Zurique, em 1986 na Suiça, em comemoração ao aniversário da cidade. Depois vieram as mundialmente conhecidas vaquinhas, rinocerontes, elefantes e ovos em Londres, flamingos em Miami, maças em Nova York, galos em Portugal, guitarras, sapatos e mais uma infinidade de projetos.

Aqui em São Paulo, guitarras, vacas, rinocerontes, porcos e raposas já foram vistos e especialmente o trabalho encantador da artista Evelyn Tannus que foi homenageada pelo projeto e que você pode ver aqui no dog.art.

Nestes projetos artistas (em alguns locais somente artistas da região podem participar e em outros podem participar artistas do mundo todo) são convidados para customizar a escultura do animal/objeto. No dog.art os convidados eram totalmente livres para criar. Podiam usar qualquer técnica ou tema. Escolhiam uma das cinco raças do projeto, recebiam a escultura branquinha e a bola da inspiração era passada para eles.
Cada um buscou a sua própria linguagem e o resultado foi lindo!
Você pode ver os dogs customizados no site do dog,art:

http://dog.art.br/

Aguardem o próximo projeto Sciacco Studio já está saindo do papel!

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Este artista é brasileiro, Cako Martin, participou também do dog.art com dois galgos lindos!

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Em cerâmica, da artista Evelyn Tannus

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Sciacco Studio apresenta a exposição “In The Womb” in New York City

O Sciacco Studio apresenta a exposição “In the womb”, paralela à sua participação na Affordable Art Fair New York, com pintura, fotografia, colagem e arte têxtil.

A exposição explora a diversidade de técnicas e linguagens artísticas mostrando o rico repertório do universo de cada artista. Esta é uma das principais características do Sciacco Studio, desenvolver projetos e mostras com artistas de vertentes diversas e buscar um diálogo, buscar que as obras se conectem.

A galeria é a Space Womb no Little Italy em Nova York e os artistas participantes são: Amélia Piza, Claudia Lente, Daniel Fontoura, Elza Aidar, Giuseppe Ranzini, Jane Wickbold, Laís Lopes, Maria Cininha, Magie Hering, Rafa VIeira, Rafael Murió, T.César, Virginia Sé, Zina Kossoy.

Uma exposicão solar, colorida, com linguagens distintas mas que conversam entre elas e formam uma bela composição no espaço.

“In the Womb”
Space Womb Gallery
Local: 57 Stanton Street Little Italy
Exposição: até dia 10 de outubro
Horário: de 12h às 18h

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Amélia Piza

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Claudia Lente

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Daniel Fontoura

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Elza Aidar

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Giuseppe Ranzini

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Jane Wickbold

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Laís Lopes

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Magie Hering

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Maria Cininha

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Rafael Murió

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Rafa Vieira

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T.César

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Virginia Sé

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Zina Kossoy

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