Arquivo do mês: fevereiro 2010

Hoje a ilustração sou eu – por Jana Magalhães

Fiz uma visitinha no site da artista Jana Magalhães e qual foi minha surpresa?

Me vi lá.

A ilustração sou eu.

Achei super linda e  estou rodeada de arte, meu universo.

A artista é ilustradora, carioca, e como ela diz apaixonada por corações, laços e fitas e ama fazer retratos das pessoas.

Com conversa, algumas fotos e muita sensibilidade, ela desenha seus personagens de uma forma lúdica – essência do seu traço,  e com  delicadeza.

Jana é muito requisitada por marcas bacanas ligadas à moda,  já ilustrou coleção de Isabela Capeto, com trinta bonequinhas vestindo os modelos de primavera-verão e para Maria Bonita Extra onde retratou clientes da grife.

E no site  tem a lojinha online, com ilustrações  prontas e as encomendas personalizadas, ela envia  para todo o Brasil.

Seus trabalhos estarão comigo na Casa Cor a partir de maio.

Agora é só esperar eu chegar por sedex.

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Personagens Femininos por Vania Toledo

Depois de 18 anos, Vania Toledo, relançou o Livro Personagens Femininos e fez nova Exposição.
São 54 artistas brasileiras fotografadas por Vania.
Ainda dá tempo de ver a Exposição, até dia 02 de março na Galeria de Babel, em Pinheiros na Rua Virgílio de Carvalho Pinto 422/426. Dentro do Centro Cultural b_arco.

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Ernesto Neto no MOMA – Nova York com “Navedenga”

Fazendo uma visita ao site da Fortes Vilaça ( galeria em São Paulo que representa Vik Muniz, Beatriz Milhazes, Luiz Zerbini,  Ernesto Neto, entre outros – como tem gente boa lá!!)

Pensei no  Ernesto Neto – não que o tenha esquecido, pois este nosso artista está em alta.

Considerado um talentoso e influente artista contemporâneo,  em 2009,  surpreendeu com instalações marcantes  e com mais  reconhecimento. Fez a Exposição “Anthropodino” no The Park Avenue Armory –  que pude visitar, pois na época estávamos em Nova York com a Exposição Onze Vezes Brasil.

Na Mostra uma enorme  escultura feita com tule de nylon, tecido translúcido, como meias,  e dentro dela temperos diferentes, tinha canela, gengibre, pimenta, curry. Um convite para que as pessoas tocassem, cheirassem, andassem por tudo, uma grande obra interativa.

Quando chegamos na parte da pimenta, avisaram  para que tivéssemos cuidado com os olhos.

Parecia um  dinossauro, com cheiros diferentes, com as cores dos temperos que manchavam o tecido, os volumes  e a transparência.

E foi  interessante observar  os visitantes, gente de toda idade, jovens, senhores e senhoras, casais com suas crianças entrando e saindo da escultura, como se fosse um brinquedão. E não só as crianças, os adultos também  faziam o percurso.

Exposição Anthropodino - Ernesto Neto - Fotos Daniel Fontoura

Agora em 2010,  sua obra “Navedenga“, que foi adquirida pelo MOMA há três anos e que ainda não tinha sido exposta, pode ser vista até 26 de abril em uma sala especialmente para ela.

Este trabalho também feito em lycra, tem grande dimensão e faz parte de uma série que  nos remete ao corpo humano, ao orgânico, a texturas e cheiros – nesta tem cravos aromáticos, nos” lembra uma nave e também um útero materno”, palavras vindas do MOMA.

Não fui ainda, mas pelo que dá pra ver, tem passeio de novo dentro da obra.

Mais um brasileiro de talento na história.

Muito bom!!

"Navedenga" Ernesto Neto

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Eu li.

“O que o amor exige reciprocamente é força plástica. Por isso há no amor, como na arte, tantos esboços gorados, sem a força suficiente para a execução.”

Hugo Von Hofmannsthal ( 1874-1929) Livro dos Amigos

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Luiz Zerbini no País de Alice – o das maravilhas

Falando em colagens, em tesouras,  em Johnny Deep,  em Tim Burton, nos dois juntos novamente,  no mais esperado filme do ano – Alice no País das Maravilhas , chegamos ao artista Luiz Zerbini.

O famoso livro de Lewis Carrol ganhou publicação pela Editora Cosac Naify com  tradução do historiador e professor da Universidade de  Harvard e da USP, Nicolau Sevcenko, ilustrações de Luiz Zerbini e foi lançado em dezembro. Sete mil exemplares, mais três mil de uma edição especial para colecionadores, que esgotou, isto mesmo, acabou.

Não é pra menos:

Luiz Zerbini conseguiu o que parecia impossível, recriar as cenas já tão conhecidas de forma super original.

Ele fez o trabalho com cartas de baralhos de todos os tipos, não desenhou nenhuma cena, tudo foi feito com as cartas, recortadas e coladas, um espetáculo,  com jogo de luz e sombra e assim ilustrou um clássico de forma inusitada,  diferente.

Sem falar na tradução, segundo a crítica,  impecável de Nicolau Sevcenko.

Bom, corre pra comprar o seu, porque a edição de colecionador já se tornou raridade e a edição de sete mil vai virar!!

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Sacilotto e Barsotti – Exposição no BM&FBOVESPA em março

Encontrei o crítico Enock Sacramento para um almoço e tenho uma notícia fresquinha:

O Espaço Cultural  BM&FBOVESPA, abre a partir do dia 4 de março, a Exposição Sacilotto e Barsotti – Diálogos entre o Concretismo e o Neoconcretismo, com curadoria de Enock Sacramento.

Segundo o crítico, Sacilotto e Barsotti “são artistas exemplares, que construíram uma obra linha sobre linha, preto sobre branco e branco sobre preto ou com cores variadas em quadrados,  retângulos, círculos, triângulos, faixas e outras áreas geométricas, resultando numa sinfonia plástica concreta que dialoga não raro, mutatis mutandis e cada um à sua maneira,  com as composições de Webern, Schöenberg, Stockhausen e outros mestres da música serial”

Vale programar a visita, pois a maioria das obras faz parte de acervos particulares, são 12 obras de Luiz Sacilotto e 12 obras de Hércules Barsotti.

A Exposição vai até dia 07 de maio.

E o Espaço Cultural  BM&FBOVESPA está localizado na Pça Antonio Prado 48 Centro de São Paulo.

Sacilotto

Luiz Sacilotto

Hércules Barsotti.

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Tide – Mãos de Tesoura

No dia 30 de janeiro, começou na Caixa Cultural da Sé, a Exposição Brava Gente de Tide Hellmeister.

Artista plástico e gráfico, mestre da colagem e da caligrafia estética, uma referência na arte brasileira. Criou  capas para livros, revistas e discos,  para as editoras e gravadoras mais importantes do país.

Ele dizia – “A colagem é tudo – a vida é colagem…”

Nesta Exposição que vai até dia 28 de março,  convidados especiais oferecem, aos sábados,  oficinas gratuitas sobre temas relacionados ao trabalho de Tide.

No dia 06 de fevereiro Enock Sacramento, jornalista, crítico de arte e amigo do mestre, foi o palestrante e desenvolveu um feliz paralelo entre Tide Hellmeister e Edward, mãos de tesoura – personagem interpretado por Johnny Depp,  com o diretor Tim Burton.

Uma relação simbólica entre Edward e Tide Hellmeister:  porque os dois usavam a tesoura para criar, eram extremamente habilidosos, compulsivos, sensíveis e competentes, mestres no que faziam e  tinham uma certa dificuldade de se posicionar no mundo, embora se relacionassem muito bem com determinadas pessoas.” Ambos, mãos de tesoura.

TIde Hellmeister morreu no final de 2008, no último dia do ano.

Perdemos um grande artista e também a oportunidade de tê-lo conhecido, quando esta oportunidade estava tão próxima.

Neste caso, o conhecimento da obra e do legado que ele nos deixou é o que nos conforta.

Que assim seja.

Brava gente, Bravo Tide!

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