Arquivo do mês: agosto 2010

“Um mundo microscópico”

Talvez vocês já tenham visto este artista brasileiro, Dalton Ghetti. Ele vive nos EUA e faz esculturas no grafite do lápis.

Não é incrivel? O artista pode demorar meses ou até anos para finalizar seus trabalhos. Carpinteiro, ele não usa nenhuma tecnologia, nem lente de aumento, tudo é feito com lâminas de barbear e agulhas de costura.

Esta escultura Alphabet demorou dois anos e meio para ficar pronta, são 26 lápis com todas as letras do alfabeto em suas pontas.

Preocupado com o desgaste da visão e o esforço decorrente desta sua atividade, o artista se dedica durante cerca de uma hora e meia por dia, sob bastante claridade, de preferência a luz do sol.

Ele diz que se interessa por este  mundo microscópico que as pessoas não percebem e que ele gostaria que através de sua obra as pessoas pudessem notar a beleza das pequenas coisas.

Em uma de suas exposições foi dada uma lente de aumento para que o público pudesse ver os detalhes.

Seu novo projeto é uma homenagem às vítimas do atentado de 11 de setembro, serão 3000 pequenas lágrimas que juntas formarão uma grande lágrima, tem previsão de 10 anos para ser concretizado.

Pura dedicação!!

Fonte: http://www.bbc.co.uk/

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Vamos pegar esta onda?

A comemoração do Dia Mundial da Fotografia continua aqui no blog.
Escolhi para hoje outro fotógrafo muito interessante,  o Motaury que também é surfista e faz parte de um projeto mundial chamado Christian Surfers (Surfistas de Cristo).

Os surfistas de Cristo tem um trabalho de evangelização e também ações sociais como por exemplo, a reabilitação com dependentes químicos de drogas, inclusão social com menores carentes através do esporte (surf) e até reconstrução de casas após o terremoto do Chile, onde a missão surfistas de Cristo tem uma sede em Pichilemu, seriamente afetada pelo tsunami.

Motaury que faz parte desta organização,  apresenta 12 de suas obras fotográficas em painéis panorâmicos, numa Exposição no Espaço da Universidade Mackenzie em São Paulo,  juntamente com o lançamento da segunda edição da Bíblia do Surfista, que é uma Bíblia numa linguagem mais moderna e  que conta com depoimentos de personalidades do mundo do surf como: Al Merrick, Bethany Hamilton, irmãos Hobgood, entre outros.

A Exposição deve percorrer todos os locais no Brasil onde a S.B.B (Sociedade Bíblica do Brasil) tem sede e alguns outros locais, como o Museu do Surf em Santos e a Galeria Alma do Mar em São Paulo, que tem o trabalho dedicado a promover  trabalhos de arte relacionados ao mar, divulgando esta cultura  aos apaixonados pelo surf.

Escolhi três dos painéis de Motaury da Exposição Bíblia do Surfista  para compartilhar com vocês.

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Dia Mundial da Fotografia

Escolhi um fotógrafo muito especial, para colocar aqui no Dia Mundial da Fotografia: Daniel Fontoura.

Um artista jovem, que conheço há muito tempo. Várias pessoas notaram seu trabalho antes de mim e particularmente, uma querida artista, a Paloma Perez, me dizia sempre: ele tem talento, o trabalho dele é especial.

Suas obras são lindas e não tem interferência digital.

Podemos perguntar o que faz a diferença num momento em que todo mundo tem um máquina digital e fotografa.

A diferença talvez seja,  que  o artista antes de clicar, já enxergou o ponto objetivo ou subjetivo que ele quer registrar,  o olhar especial de quem vê além.

O olhar do artista que transforma uma cena numa obra de arte.

Atlantis III - Daniel Fontoura

Mirage III - Daniel Fontoura

Mirage V - Daniel Fontoura

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Arte de Rita Biagi na AMMIRATI

Já falei aqui sobre a artista Rita Biagi.
Ela é a autora da vaquinha BioCow que ficou em Exposição na Av Faria Lima em  frente ao Shopping Iguatemi no início deste ano.

Preocupada com as questões ambientais, sua vaquinha foi inspirada no cuidado com o planeta e com o ser humano.
Muito ligada à natureza, andando na praia,   encontrou   folhas e flores da região que foram a base de seu mais novo trabalho:  com elas  foi criando novas “espécies”, girando, montando, recortando, colando.
Resultado: produziu lindas obras de arte com pequenas dimensões.

Convidada para ambientar o espaço e a vitrine da loja AMMIRATI em Ribeirão Preto para o lançamento da nova coleção, buscou suas recentes criações, fotografou e mesclou com tipologias das marcas representadas pela Boutique, e  produziu um efeito  super bonito e requintado.
O objeto escolhido para reproduzir o trabalho é conhecido nosso do dia a dia: o guarda-chuva (também utilizado com a vaquinha BioCow).

Para Rita, além da beleza plástica, o objeto tem um significado simbólico em suas criações.

Desejo todo o sucesso para a talentosa artista e para a AMMIRATI!!
Lançamento dia 10, 11 e 12 de agosto a partir das 14h.
Com música, arte e moda.
Desfiles e DJ.

A instalação de Rita Biagi permanece na loja até novembro.

O convite também ficou show:

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Waldomiro de Deus-50 anos de pintura

Waldomiro de Deus comemora 50 anos de pintura com uma Exposição Individual no Espaço Cultural  BM&FBOVESPA que começou dia 05 de agosto
A mostra conta com 22 obras, que é uma pequena parte da  intensa produção de desenhos, telas, guaches, que tem inúmeros admiradores  e o apreço de muitos críticos, segundo Enock Sacramento, curador da Exposição.
Waldomiro de Deus, 50 anos de pintura
Waldomiro de Deus está completando meio século de carreira artística e comemora o fato com esta exposição retrospectiva. Com efeito, foi em 1940, em São Paulo, que ele encontrou na casa de um antiquário para o qual trabalhava como jardineiro residente, folhas de cartolina, pincéis e guache. Começou a pintar até altas horas e a ter sono no dia seguinte. Flagrado algumas vezes dormindo no jardim, foi despedido.
Levou sua produção incipiente para o Viaduto do Chá, onde vendeu dois desenhos no primeiro dia. Com o dinheiro, alugou um pequeno quarto na rua Conselheiro Furtado e comprou materiais de pintura.
Assim começou a carreira de um artista que, em função de seu talento, de enorme força de vontade e de rara capacidade para atrair atenções da crítica e do público, seis anos depois estaria expondo em Paris, Moscou e Varsóvia e, no ano seguinte, participando da Bienal Internacional de São Paulo.

Ensina-me a subornar, acrílica sobre tela, 100 x 70 cm.

A partir de então realizou cerca de 70 individuais em diversos países e contabilizou uma substancial fortuna crítica.
Sobre ele, por exemplo, afirmou Jorge Amado: “É realmente de Deus esse Waldomiro, que reinventa a vida com a pureza de sua ingênua sabedoria. Um poeta do povo, um mágico”.
Waldomiro de Deus reside e trabalha em São Paulo e em Goiânia, cidade que
abrigou, até junho último, outro grande nome da arte popular brasileira: Antonio Poteiro. Os dois eram considerados expoentes da pintura primitivista brasileira.
Com o falecimento de Poteiro – que expôs ao lado dele, recentemente, em Goiânia, Campinas, São Paulo e Santiago do Chile – o nome de Waldomiro ganha nova expressão e representatividade no universo da atual arte naïve brasileira.
Enock Sacramento – Curador
2005 – Panicum de flores, ast, 120 x 80 cm
Espaço Cultural  BM&FBOVESPA
Praça Antônio Prado, 48, Centro – São Paulo – SP
De 06 de agosto a 17 de setembro de 2010, entrada gratuita.
Visitas de segunda a sexta-feira das 10h às 17h.


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Adorável Desgraçada

Este é o nome do primeiro monólogo de  Débora Duarte e que estréia dia 05 de agosto no Teatro Cultura Artística no Itaim, em São Paulo.

Tive a oportunidade de estar  na coletiva de imprensa,  dia 03 de agosto e  pude conversar um pouco com Débora.(fui a primeira a sentar e conversar com a atriz)

A peça Adorável Desgraçada é um texto de  Leilah Assumpção e conta com a direção de Otávio Muller: Guta, uma mulher na faixa dos 40 anos que viveu a vida que lhe foi imposta, presa a valores rígidos, tem seus sentimentos mais ocultos, guardados e vigiados, aflorados  com a chegada da amiga de infância Maribel.

Sentimentos, lembranças e críticas à sua melhor amiga  que viveu o seu oposto, constroem a história, onde inveja, competição, covardia, generosidade, amizade, amor e principalmente a solidão se fazem bem presentes.

A solidão da vida se parece muito com a solidão do espaço cênico. Guta sozinha no apartamento, a atriz sozinha no palco. E entre sentir solidão e compreender a solidão vai um longo caminho…reconhecendo que somos companheiros de nós mesmos. Nós é que sempre nos daremos a deixa para a fala seguinte. A vida é um monólogo ininterrupto do começo ao fim”. (trecho extraído do catálogo do espetáculo)

Na conversa com Débora, falamos  sobre se enxergar  a partir do outro, amigo ou não e isto como um fator psicológico do ser humano, Débora  vê  Maribel, como um alter ego(outro eu ou um eu diferente – aquilo que a pessoa não revela sobre si mesma) de Guta, mas acredita que o texto vai além disto.

Falamos sobre como uma peça permite diferentes interpretações de acordo com a vivência, experiência e sentimentos de cada um que assiste, o teatro não é estático, é uma experiência viva, por isto não se pode generalizar, dizendo é isto e ponto, o personagem amadurece a cada apresentação, é esculpido dia a dia.

“E muda a cada dia, porque as pessoas não são as mesmas e nem eu sou a mesma”.

Experiente, segura e generosa com a personagem, com certeza encontrou um caminho para, com uma interpretação primorosa, contar as ” histórias desgastadas de Guta”, histórias repetidas à exaustão nestes 40 anos,  (que em algum momento podem ser as minhas ou as suas), e quem sabe dar uma reviravolta – ainda não conheço o final.

E terminando,  perguntei para Débora Duarte qual a sensação de atuar no seu primeiro monólogo e a resposta:

“Sinto como um músico, no palco, solando o seu instrumento”

Perfeito!

Otávio Muller e Débora Duarte

Personagens:
Guta Mello Santos, de 40 a 50 anos.Tímida, introvertida. Ingênua. Apagada e “pequena”.
Maribel, melhor amiga de Guta. Extrovertida e interessante, segura.
Silveirinha, bonito, distante, inatingível.
Teresa, chefe de Guta e amiga de infância.
Seu Simão, o porteiro do prédio de Guta.
Casal de vizinhos.

Débora Duarte
Adorável Desgraçada
de Leilah Assumpção
Direção: Otávio Muller

Cultura Artística – Itaim
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 – Itaim

Horários:
Sextas-feiras 21:30
Sábados 21:00
Domingos 18:00
Ingressos:
Sextas e Domingos R$ 60
Sábados R$ 70

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É ou não é uma obra de arte?

Dá uma olhada nestas frutas!

Este é o mini abacaxi.

Este é o mini cacho de uvas

Esta fruta é o rambutan. Um escândalo!!

A variedade de frutas que existe neste mundão é inacreditável!! E um passeio no MercadãoMercado Municipal Paulistano é ótimo para conhecer frutas nacionais e importadas que não fazem parte do nosso dia a dia.

Um colírio para os olhos e um deleite para o paladar.

Me diz se elas não são verdadeiras obras de arte?!

Ah! A caneta  na foto é só para dar a idéia do tamanho do abacaxi e do cachinho da mini uva, não é impressionante?

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