Arquivo do mês: junho 2011

Cilada.com

Ontem, fui assistir a sessão especial para blogueiros do filme Cilada.com.
Sou fã do Bruno Mazzeo e da série com o mesmo nome que passa na TV, então fui achando que ia gostar e realmente foi bom.
Os atores são excelentes, as piadas simples e engraçadas, riso fácil.
Só não acho graça de palavrão, na série da tv não tem e não faz a mínima falta, numa única cena eu diria que eram indispensáveis e me provocou um risinho.

O que fiquei pensando quando sai da sessão foi sobre o tema do filme. Eu falo sempre que os temas se repetem, na pintura, na música, no cinema…
O que muda e torna interessante é a forma de apresentar, a forma que cada autor expressa a sua visão daquele tema, com comédia, com drama, com cores vivas, com tons suaves ou tons fortes,  toda estória é boa, depende de como é contada, como nos envolve, como faz com que possamos ver outro ângulo ou até o mesmo contado de uma forma que não seria a nossa.
Alegria, paixão, inveja,  traição, perdão e o amor!

E em tempos atuais, temos frequentemente a internet como personagem principal das tramas.

Sinopse:
Exposto pela namorada através de um vídeo na internet, Bruno tenta refazer sua reputação, mas tudo o que consegue é se meter em uma série de ciladas. “Cilada.com” é uma comédia sobre amor e traição que mostra o poder da internet em transformar pequenas intimidades e deslizes em fama e constrangimentos globalizados.

Informações Técnicas
Título no Brasil: Cilada.com
Título Original: Cilada.com
País de Origem: Brasil
Gênero: Comédia
Ano de Lançamento: 2011
Estréia no Brasil: 08/07/2011
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Downtown Filmes
Direção: José Alvarenga Jr.

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Águas e Mágoas do Rio São Francisco

Águas e Mágoas do Rio São Francisco

Está secando o velho Chico.
Está mirrando, está morrendo.
Já não quer saber de lanchas-ônibus
nem de chatas e seus empurradores.
Cansou-se de gaiolas e literatura encomiástica e mostra o leito pobre,
as pedras, as areias desoladas
onde nenhum minhocão
ou cachorrinha-d’água,
cativados a nacos de fumo forte,
restam para semente
de contos fabulosos e assustados.

Ei, velho Chico, deixas teus barqueiros
e barranqueiros na pior?
Recusas frete em Pirapora
e ir levando pro Norte as alegrias?
Negas teus surubins,
teus mitos e dourados,
teus postais alucinantes de crepúsculo
à gula dos turistas?
Ou é apenas seca de junho-julho
para descanso
e volta mais barrenta na explosão
da chuva gorda?

Já te estranham, meu Chico. Desta vez,
encolheste demais. O cemitério
de barcos encalhados se desdobra
na lama que deixaste. O fio d’água
(ou lágrimas?) escorre
entre carcaças novas: é brinquedo
de curumins, os únicos navios
que aceitas transportar com desenfado.
Mulheres quebram pedra
no pátio ressequido
que foi teu leito e esboça teu fantasma.

Não escutas, ó Chico, as rezas músicas
dos fiéis que em procissão
imploram chuva?
São amigos que te querem,
companheiros que carecem
de teu deslizar sem pressa
(tão suave que corrias, embora tão artioso
que muitas vezes tiravas
a terra de um lado e a punhas
mais adiante, de moleque).
É gente que vai murchando
em frente à lavoura morta
e ao esqueleto do gado,
por entre portos de lenha
e comercinhos decrépitos;
a dura gente sofrida
que carregas (carregavas)
no teu lombo de água turva
mas afinal água santa,
meu rio, amigo roteiro
de Pirapora a Juazeiro.
Responde, Chico, responde!

Não vem resposta de Chico,
e vai sumindo seu rastro
como rastro da viola
se esgarça no vão do vento.
E na secura da terra
e no barro que ele deixa
onde Martius viu seu reino,
na carranca dos remeiros
(memória de outras carrancas,
há muito peças de living),
nas tortas margens que o homem
não soube retificar
(não soube ou não quis? paciência),
de pontes sobre o vazio,
na negra ausência de verde,
no sacrifício das árvores
cortadas, carbonizadas,
no azul, que virou fumaça,
nas araras capturadas
que não mandam mais seus guinchos
à paisagem de seca
(onde o tapete de finas gramíneas,
dos viajantes antigos?),
no chão deserto, na fome
dos subnutridos nus,
não colho qualquer resposta,
nada fala, nada conta
das tristuras e renúncias,
dos desencantos, dos males,
das ofensas, das rapinas
que no giro de três séculos
fazem secar e morrer
a flor de água de um rio.

“Discurso de Primavera e Algumas Sombras” – 1978

Carlos Drummond de Andrade

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O Rio São Francisco e Ronaldo Fraga

Como os rios tem encanto!!
O Rio Tejo em Lisboa, o Douro na cidade do Porto, o Sena em Paris, o Hudson em Nova York, o Tâmisa em Londres e o Rio São Francisco.

Ronaldo Fraga navegou pelo Velho Chico como é chamado e com várias instalações, que descobrem as regiões por onde passa o Rio São Francisco,  foi mesclando a sua moda inspirado no assunto que faz parte de seu imaginário desde que era menino. Seu pai viajava e trazia história e estórias, que fizeram com que o rio ficasse dentro de sua alma.

Frases, garrafas, textos, malas, peixes, redes, cordas, tecidos, vestidos,  lendas, luz, sombra, cor…vídeos e a voz de Maria Bethânia fazem parte da exposição.

“A Exposição Rio São Francisco navegado por Ronaldo Fraga foi inspirada na pesquisa que o estilista Ronaldo Fraga fez para sua coleção de verão 2009. É uma exposição sobre a cultura popular às margens do Rio São Francisco, interpretada pelo olhar de Ronaldo, é um projeto pioneiro da moda aprovado pela Lei Rouanet. A exposição é composta de 13 ambientes, verdadeiras instalações de arte contemporânea, integralmente produzidas por uma ong e conta com duas participações muitos especiais:

  • a cantora Maria Bethânia declama o poema “Águas e Mágoas do rio São Francisco”, escrito por Carlos Drummond de Andrade em 1977, e a voz de Bethânia ecoa de 16 vestidos que compõem o ambiente “A Voz do Rio”, ou seja, são vestidos musicais nos quais as pessoas podem encostar e ouvir.
  • o ator Wagner Moura produziu e narra um documentário sobre a cidade de Rodelas (BA) onde ele foi criado e que foi inundada para dar lugar à barragem da hidrelétrica de Itaparica. É um dos ambientes mais emocionantes da exposição.”
  • Leia mais no site do projeto clicando aqui.

Esta instalação foi feita com garrafas pet, de longe não deu pra identificar do que era feito e o efeito era lindo!

Este é um post de muitas fotos, não consegui escolher só duas ou três porque a EXPOSIÇÃO Rio São Francisco navegado por Ronaldo Fraga é MA-RA-VI-LHO-SA.
Infelizmente fui quase no último dia aqui em São Paulo, gostaria de voltar e olhar tudo mais uma vez.
A Exposição é itinerante, começou por São Paulo e pretende circular por mais de 12 cidades. Fique atento pra não perder quando passar pela sua cidade.

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A cereja do meu bolo…

Esta semana quando li o post da Nina Horta com a receita de gaspacho de cerejas, minha cabeça mudou o rumo do assunto e fiquei pensando nas “cerejas” da minha vida.

Sempre ouvi esta expressão,”a cereja do bolo”, como sendo a melhor parte.
E qual a melhor parte da vida? O que faz eu ficar feliz?! Amigos queridos, lugares preferidos, pratos deliciosos, objetos desejados…
A descoberta é diária.

Descobrir esta escultura e esta receita (que talvez eu nunca faça) no post da Nina me deixou feliz!
Parece pouco? Pra mim não.

A escultura( que é também uma fonte) Spoonbridge and Cherry é feita de aço inoxidável, alumínio e pintura automotiva, tem as seguintes dimensões 8,99 x 15,69 x 4,11 m, está localizada em Minneapolis.
Autoria: Claes Oldenburg


Receita de Gazpacho de cereja(do blog da Nina Horta) de Martin Berasategui.
1 kg de tomates maduros
250 g de cerejas com vinte delas separadas para a finalização do prato.
5 gramas de pimentão verde
5 g de cebola
1 dente de alho
55 gramas de farinha de rosca
1 colher de vinagre de sidra ou de xerez
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
Sal a gosto
Como fazer:
Tire os caroços das cerejas deixando umas 20 para enfeitar.Corte todos os outros ingredientes em pedaços, coloque numa vasilha, e deixe ficar da noite para o dia, sem juntar o vinagre e o sal.
No dia seguinte bata tudo no processador. Se quiser pedaçuda, pronto, se quiser lisa passe agora por peneira. Junte o vinagre e o sal. Experimente, corrija, junte água se estiver muito grossa.
Deixe gelar por cerca de duas horas, sirva geladíssima e se possível com uma pedra de gelo dentro.
Distribua as 20 cerejas pelos pratos ou taças, com o cabinho e tudo.

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Feliz Dia dos Namorados!

Não dá pra resistir ao amor.

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100 anos de Theatro Municipal de São Paulo

Em 2011 o Theatro Municipal de São Paulo completa 100 anos. Motivo de festa porque é um dos marcos da cidade de São Paulo. Construido nos moldes dos teatros europeus, com influência da Ópera de Paris e na época da riqueza do café , foi feito  para abrigar ópera, ballet, grandes espetáculos.
O arquiteto foi Ramos de Azevedo que juntamente com os italianos  Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção em 1903 e, em 12 de Setembro de 1911 foi aberto.

O Teatro Municipal foi palco também para  a famosa semana de 22 e uma curiosidade: o primeiro congestionamento visto em São Paulo foi em sua inauguração.
No carnaval deste ano, foi homenageado pela Escola de Samba Unidos do Peruche e teve sua história contada na avenida.

Sua reinauguração foi hoje dia 12 de junho, Dia dos Namorados.
A programação de aniversário, apesar de não ser intensa, é de qualidade, escolha uma clicando aqui e vá prestigiar nosso Teatro.

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Adri Volpi apresenta: seu caderno de artista

Você conhece os cadernos Moleskine? São cadernos de anotação, de desenhos, costurados, pequenos, que fizeram e fazem parte da vida de escritores e artistas.

E estes cadernos fazem parte de um projeto itinerante, o Sketchbook Project. que tem sua base no Brooklin, em Nova York e contam com a participação de pessoas do  mundo inteiro.

Temos artistas queridos participando:
Adri Volpi e Bel Miller
Hoje é dia de mostrar o trabalho da Adri Volpi feito especialmente para o projeto, um verdadeiro caderno de artista.
Tema: Happy Thoughts


Se você quiser ver o caderno inteiro, clique aqui neste link:
www.arthousecoop.com/library/120

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