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Feliz Natal!!

Queridos, escolhi para este Natal, um vídeo que coloquei dois anos atrás quando iniciava o blog.
Vale repetir, é lindinho!
Meu desejo é que o amor e a compreensão esteja presente no lar de cada um de vocês.
Beijos e obrigada por estarem aqui!

É só clicar para assistir no youtube.
Little Drummer Boy Lyrics

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Águas e Mágoas do Rio São Francisco

Águas e Mágoas do Rio São Francisco

Está secando o velho Chico.
Está mirrando, está morrendo.
Já não quer saber de lanchas-ônibus
nem de chatas e seus empurradores.
Cansou-se de gaiolas e literatura encomiástica e mostra o leito pobre,
as pedras, as areias desoladas
onde nenhum minhocão
ou cachorrinha-d’água,
cativados a nacos de fumo forte,
restam para semente
de contos fabulosos e assustados.

Ei, velho Chico, deixas teus barqueiros
e barranqueiros na pior?
Recusas frete em Pirapora
e ir levando pro Norte as alegrias?
Negas teus surubins,
teus mitos e dourados,
teus postais alucinantes de crepúsculo
à gula dos turistas?
Ou é apenas seca de junho-julho
para descanso
e volta mais barrenta na explosão
da chuva gorda?

Já te estranham, meu Chico. Desta vez,
encolheste demais. O cemitério
de barcos encalhados se desdobra
na lama que deixaste. O fio d’água
(ou lágrimas?) escorre
entre carcaças novas: é brinquedo
de curumins, os únicos navios
que aceitas transportar com desenfado.
Mulheres quebram pedra
no pátio ressequido
que foi teu leito e esboça teu fantasma.

Não escutas, ó Chico, as rezas músicas
dos fiéis que em procissão
imploram chuva?
São amigos que te querem,
companheiros que carecem
de teu deslizar sem pressa
(tão suave que corrias, embora tão artioso
que muitas vezes tiravas
a terra de um lado e a punhas
mais adiante, de moleque).
É gente que vai murchando
em frente à lavoura morta
e ao esqueleto do gado,
por entre portos de lenha
e comercinhos decrépitos;
a dura gente sofrida
que carregas (carregavas)
no teu lombo de água turva
mas afinal água santa,
meu rio, amigo roteiro
de Pirapora a Juazeiro.
Responde, Chico, responde!

Não vem resposta de Chico,
e vai sumindo seu rastro
como rastro da viola
se esgarça no vão do vento.
E na secura da terra
e no barro que ele deixa
onde Martius viu seu reino,
na carranca dos remeiros
(memória de outras carrancas,
há muito peças de living),
nas tortas margens que o homem
não soube retificar
(não soube ou não quis? paciência),
de pontes sobre o vazio,
na negra ausência de verde,
no sacrifício das árvores
cortadas, carbonizadas,
no azul, que virou fumaça,
nas araras capturadas
que não mandam mais seus guinchos
à paisagem de seca
(onde o tapete de finas gramíneas,
dos viajantes antigos?),
no chão deserto, na fome
dos subnutridos nus,
não colho qualquer resposta,
nada fala, nada conta
das tristuras e renúncias,
dos desencantos, dos males,
das ofensas, das rapinas
que no giro de três séculos
fazem secar e morrer
a flor de água de um rio.

“Discurso de Primavera e Algumas Sombras” – 1978

Carlos Drummond de Andrade

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Brooklin Museum apresenta Fred Tomaselli

Tenho visitado o Brooklin Museum sempre que vou à Nova Y0rk e desta vez vi a exposição de um artista que eu ainda não conhecia: Fred Tomaselli.
Achei maravilhosa!

Fred Tomaselli nasceu  na Califórnia e hoje vive e trabalha em Williamsburg, no Brooklin, sendo um dos primeiros artistas a se mudar para este bairro na década de 80.

Eu tenho prestado muita atenção em colagem e o artista trabalha basicamente com esta técnica.
Tem colagem com folhas, pássaros, borboletas, bocas, mãos, remédios.
A colagem é coberta com camadas de resina transparente e prestando atenção podemos ver que tem pintura também na resina.
Fotografamos todas as obras, que são originais,  datadas de 1990 até o presente  e escolhi algumas para colocar aqui no post, foi bem difícil porque eu gostei de tudo!
Assista o vídeo que dá para ter uma idéia de como é o processo.
Aproveitem!

E se puderem visitar é fácil ir de  metro.
A estacão ao lado do museu chama-se: Eastern Parkway / Brooklyn Museum.
As linhas que param lá são a 2 (direção FLATBUSH AVENUE) e 3 (direção NEW LOTS STATION)

Para pegar os trens 2 e 3 de Manhattan procure estações na 7ª avenida nas ruas 42nd, 34th, 28th (2), 23th (2), 14th – sentido Downtown / Brooklyn.

Até dia 02 de janeiro de 2011.

Clique na foto para aumentar e ver melhor os detalhes:

Summer Swell 2007.

Night Music for Raptors, 2010

Detalhe da obra Night Music for Raptors.

Dead Eyed Bird Blast, 1997

Detalhes da obra Dead Eyed Bird Blast

Echo, Wow, and Flutter, 2000.

Detalhe da obra Echo, Wow, and Flutter.

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Tereza Salgueiro em São Paulo

Sou fã do grupo português Madredeus, da guitarra portuguesa e mais fã ainda da voz de Tereza Salgueiro, que agora trilha sua carreira solo.
Este ano ela volta ao Brasil e faz duas apresentações em São Paulo, 27 e 28 de novembro, no Teatro Alpha, apresentando o show “Voltarei à minha terra”.
Eu não quero perder.
Compartilho com vocês uma das músicas do Madredeus que eu mais gosto, “Haja o que houver”.
Aproveitem!

Informações:

http://www.teatroalfa.com.br/

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Flores

Fiquei triste porque uma querida artista perdeu sua jovem filha de 38 anos num acidente e depois a morte do artista paulistano Wesley Duke Lee.
Fiquei melancólica.
A vida é realmente muito rápida, o hoje já passou, como diz o artista.
Hoje, abri meu email e li as seguintes palavras:
“…tentarei viver daqui para frente não lamentando a sua ausência mas sim recordando de todos os seus momentos que foram meus…”
E é isto, podemos nos lamentar ou tentar seguir em frente, colocando flores na nossa vida.

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O nascimento de uma Obra de Arte

No dia 23 de setembro poderemos ver aqui em São Paulo o filme A Obra de Arte, com direção de Marcos Ribeiro na Cinemateca Brasileira.

É um  documentário  longa-metragem que  mostra o processo de criação e produção de 7 artistas brasileiros: Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Tunga e Waltércio Caldas.

“Como nascem e prosperam as obras de arte? O que são obras de arte?
Em visitas aos ateliês dos artistas plásticos citados, o diretor colheu depoimentos, imagens, perfomaces, gentilezas e surpresas em filmagens inesquecíveis.

O documentário revela a descoberta do mundo das artes plásticas pelo diretor, e como este mundo pode ser entendido e apreciado por todos.

Numa linguagem fluente e afetiva, com planos longos e música especialmente composta para o filme, o diretor conduz o espectador através dos ateliês e do pensamento dos artistas.

E os artistas ao falarem de suas idéias, mostram os procedimentos e métodos na produção de suas obras de arte.

Com a produção da jornalista Helena Lara Resende, uma belíssima música do maestro Antonio Saraiva, direção de fotografia de Manuel Águas e direção e montagem de Marcos Ribeiro, o filme, com suas imagens e depoimentos únicos, é capaz de revelar, entreter, emocionar e sugerir reflexões muito além das artes plásticas, de uma maneira delicada e original”.

Acontece bem próximo à  Abertura da 29ª Bienal de São Paul0, programação completa. Pra quem não puder comparecer, eu  aviso quando o DVD estiver disponível.

Categoria: Filmes
Gênero: Documentário
País / Ano: Brasil / 2009
Duração: 71 minutos
Direção: Marcos Ribeiro
Elenco: Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Waltércio Caldas e Tunga.

Cinemateca Brasileira, dia 23 de setembro, quinta-feira, 20h30.
Largo Senador Raul Cardoso 207 Vila Clementino
São Paulo SP

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Os Mistérios de Picasso

Gosto muito de assistir filmes baseados na vida de pintores famosos.
Já assisti o filme sobre Modigliani, Kandinsky, o filme baseado na famosa tela “A Moça do Brinco de Pérola” de Vermeer  e como ainda não tinha visto nenhum sobre Picasso, pedi para o meu filho procurar um, e ele alugou este:

Mistery of Picasso

É classificado como documentário e foi filmado pelo amigo e famoso cineasta francês,  Henry-Georges Clouzot que sempre quis registrar o processo criativo do gênio (Não sei se  é realmente possível registrar isto).
Foi feito  em 1955 e de uma maneira muito interessante, onde Pablo Picasso criou rapidamente incríveis desenhos usando tinta e papel especial e Clouzot foi filmando do lado inverso da tela capturando a imagem de sua criação em tempo real.

Quando o artista decidiu pintar com óleo, Clouzot mudou a cor do filme e usou a técnica de animação em stop-motion.

Aparece a tela e a pintura se formando e em alguns momentos a conversa entre artista e diretor, vamos acompanhando do primeiro traço até a transformação total do que parecia a princípio.

Para este projeto o acordo foi que, depois de terminada a filmagem, todas as obras seriam destruídas (só de pensar em vinte telas de Picasso jogadas fora, dá até um arrepio).

Em 1984, o governo francês declarou este documentário um tesouro nacional.

Indispensável para quem quer aprofundar o conhecimento sobre o trabalho do mestre, mas é preciso um pouco de paciência e escolher um momento de disposição para assistir.

O meu conselho de amiga: Não assistam se estiverem com sono ou então assistam se estiverem com insônia: os traços, a música, a repetição é um santo remédio!

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